Nicolas Acordei com a sensação de que a minha mão segurava algo que o corpo inteiro reconhecia — antes mesmo de a consciência despertar por completo. Era calor. Era pele. Era memória. Era Ivy. Demorei alguns segundos para entender porque a minha respiração estava tão calma, tão ritmada, tão… diferente do habitual. O quarto ainda estava semifechado pela penumbra do abajur que eu não lembrava de ter apagado. A luz amarelada tocava a parede como um sussurro, e a casa inteira parecia prender o fôlego junto comigo. Eu não sabia que horas eram. Não sabia quanto tempo tinha dormido. Só sabia que minha mão estava sobre a dela. E ela não tinha tirado. O mundo poderia explodir que eu não soltaria. Abri os olhos devagar e a encontrei sentada ao lado da cama, adormecida numa posição que ni

