Ivy Acordo com o coração batendo alto demais, como se quisesse quebrar minhas costelas para fugir de mim. Por um instante, não sei onde estou. O quarto está escuro, silencioso, e o ar tem aquele perfume amadeirado que sempre ficou impregnado nas paredes dessa mansão. O mesmo perfume que ficou impregnado em mim… mesmo depois de anos longe dele. Meu corpo inteiro treme, como se algo tivesse me puxado de volta do fundo de um lago quente demais. Meus lençóis estão embolados entre as pernas, a pele úmida, a respiração acelerada — e eu odeio admitir o motivo. Eu sonhei com ele. Com Nicolas. Com nossa primeira vez. A lembrança ainda respira dentro de mim, acesa como uma brasa que não aceita morrer. Fecho os olhos e tudo volta — não como memória, mas como sensação. Eu tinha dezoito anos.

