Capítulo 63. O Primeiro Pedido de Perdão

1654 Words

Nicolas A noite tinha um gosto amargo. Não era o gosto do whisky. Era o gosto dela chorando… e eu impotente diante do estrago que eu mesmo fiz. Eu fechei a porta do meu quarto devagar, como se qualquer movimento brusco pudesse quebrar ainda mais o que já estava partido. A casa estava silenciosa, mas por trás da parede fina que separava nossos quartos… eu sentia a respiração dela. Baixa. Irregular. Ferida. Deitei, mas não consegui ficar. Sentei. Levantei. Andei pelo quarto como um animal enjaulado pela própria consciência. A luz amarela do abajur deixava sombras longas no chão. E eu me senti exatamente assim: uma sombra do homem que eu deveria ter sido para ela. A lembrança da voz de Ivy — embargada, tremendo, cheia de verdades que cortavam — não saía de mim. “Mesmo sabendo

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