Ivy A noite tinha cheiro de chuva que ainda não caíra. O corredor estava silencioso — silencioso demais — e, enquanto eu avançava, havia algo em mim que não sabia explicar, como se fosse puxada por uma força antiga, íntima, teimosa, que sempre me levava a ele mesmo quando eu prometia que não iria. Nicolas. O nome dele queimava atrás dos meus dentes como se fosse proibido. Eu vinha da cozinha ainda abraçada ao próprio casaco, tentando me esconder do frio e das memórias, quando ouvi o som. Não era alto. Não era dramático. Era… contido. Ofegante. Falho. O tipo de som que um homem como Nicolas jamais deixaria escapar — a menos que estivesse perdendo o controle. Meu corpo reagiu antes da minha mente. As pernas foram sozinhas até a porta do quarto dele. Encostei a mão na madeira. A r

