Julia A música vibra no chão como se tivesse nascido debaixo dos meus pés. Luzes vermelhas, azuis, violetas. A noite tem cheiro de álcool caro, suor elegante e promessas perigosas. E eu estou exatamente onde deveria estar: no centro da pista, rindo, com a confiança de quem sabe o que causa quando sorri do jeito certo. Mas não é a pista que me chama. É o olhar. O olhar dele. Marcco Mancini está encostado no mezanino como se mandasse na p***a da noite — e, sinceramente, com aquele terno preto impecável e aquela presença densa, quase manda mesmo. Ele olha pra mim como se já soubesse o sabor da minha pele sem nunca ter chegado perto. Como se cada sopro meu entrasse direto nos pulmões dele. E eu olho de volta. Porque duvidar? Porque negar? Porque desperdiçar a chance de incendiar um ho

