Ivy O silêncio da mansão naquela manhã tinha um peso estranho, como se o ar estivesse tentando me avisar que algo estava prestes a mudar. Eu desci as escadas devagar, ainda carregando a sensação da noite anterior como se fosse um perfume grudado na pele. A voz dele dizendo meu nome ainda me assombrava no fundo do peito. E o eco das palavras dele — Eu nunca deixei de ser seu — insistia em se repetir, mesmo que eu jurasse não querer ouvir de novo. Entrei no corredor que levava ao escritório dele e parei na porta quando percebi que a luz estava acesa. Sempre esteve fechada. Sempre. Nicolas não era um homem que deixava rastros. Mas hoje… a porta estava entreaberta. A respiração presa no meu peito avisou que aquilo não era por acaso. Eu empurrei a porta devagar. E o que vi fez o mundo recua

