Ivy O cheiro dele foi a primeira coisa que senti quando abri a porta do quarto naquela manhã. Não a presença física; ainda, mas o rastro quente e amadeirado que escapava pela casa, como se tivesse sido espalhado pelos corredores só para me lembrar de que ele estava ali. De novo. Perto demais. Dentro demais. Eu não sabia se era perfume, pele, ou memória. Provavelmente os três. A luz filtrava pelas cortinas do corredor, dourando tudo, e por um segundo eu me senti deslocada dentro do lugar que um dia eu chamei de lar. Cada parede guardava uma lembrança. Cada lembrança era uma ferida. Quando virei para descer as escadas, encontrei a cena que me desmontou mais do que eu gostaria de admitir. Nicolas estava parado ao final da escada, de costas para mim. De terno escuro, impecável, cabelo

