Capítulo 37. O Cheiro Que Me Persegue

1421 Words

Nicolas A casa estava silenciosa demais quando desci para pegar um whisky. Era aquele tipo de silêncio que não descansa. O tipo que expõe. O tipo que lembra. O vidro gelado na minha mão não fez efeito algum. O gelo tilintou, derretendo devagar, enquanto eu girava o copo como se pudesse espantar a sensação que subia pela minha própria pele e que não tinha nada a ver com álcool. Tinha a ver com ela. Ivy. A imagem dela no jantar, falando com precisão de números, projeções e riscos, ainda pulsava no fundo da minha mente. Era quase humilhante perceber o óbvio: eu nunca tinha prestado atenção no que ela fazia. Eu nunca quis saber. E ela… cresceu sem mim, longe de mim, apesar de mim. Eu apoiei os cotovelos no balcão, respirei fundo, tentei engolir a inquietação. Mas então aconteceu.

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