Nicolas O cheiro de café sempre foi um começo de dia. Agora, era quase um lembrete de tudo o que eu perdi. A cozinha estava silenciosa, exceto pelo som suave da cafeteira elétrica terminando o ciclo, um gotejar insistente que preenchia o espaço como se fosse um relógio marcando o peso de cada segundo ao lado dela. A luz da manhã entrava pela janela grande, cortando o ambiente em faixas claras e sombras alongadas. O piso frio sob meus pés descalços ajudava a manter o controle, mesmo quando nada em mim queria ser controlado. Eu já estava ali quando Ivy apareceu. Ou melhor, eu me certifiquei de estar ali. Ela entrou sem me olhar, como se eu fosse apenas parte da mobília. Cabelo preso de qualquer jeito, alguns fios soltos caindo pelos lados do rosto, camiseta larga, short de algodão. Roup

