A sala de monitoramento ficava no porão do prédio de engenharia, escondida atrás de uma parede falsa de tijolos pintados. Angelo Salermo recostou-se na cadeira giratória, os olhos fixos nas dezoito telas que cobriam a parede. Imagens em preto e branco, granuladas, capturavam cada centímetro da Oxford Nova: corredores, laboratórios, dormitórios. Mas seus olhos só seguiam uma pessoa. Caliope. Ela aparecia na tela do canto superior direito, caminhando rápido pelo jardim noturno, o rosto iluminado pela luz mortiça de um poste. Angelo inclinou-se para frente, os dedos tremendo levemente ao ajustar o zoom. Viu o momento exato em que ela parou, olhou para trás (como se sentisse seu olhar) e enfiou as mãos nos bolsos do casaco. Sempre desconfiada. Um sorriso involuntário escapou-lhe. — Tão espe

