Uma verdade incerta

928 Words
                            * Bia narrando*     Bia e Endrew atravessaram o limite da floresta  e sentiram o peso do poder voltar a seus corpos.  Endrew avista seu amigo e vai cumprimenta-lo, trazendo ele e o apresentando para Bia, que já havia notado a resignação do garoto com a presença dela.     - Bia, esse é Swall, meu melhor amigo e irmão. Swall essa é a Bia.      Swall surpreende o amigo com uma sentença improvável.    - Eu deveria estar feliz em conhece-la, Endrew? Depois de tudo?    - a culpa não é dela.     - nunca é ate se tornar.    Resolvi intervir, aquilo estava ficando fora de controle:     - Paro vocês dois aqui, o que você tem para falar, fala na minha cara.     - beleza sua v***a, vamos colocar as cartas na mesa.       - Swall!!! - Endrew alertou - cuidado com o que vai falar, tem feridas que não vale a pena mexer.      Swall olhou para ele com incredulidade, assim Bia percebeu que deveria deixar o assunto para lá, pelo menos para outro momento. Ele pergunta o que aconteceu na floresta, ela ainda magoada por ser chamada de v***a respondeu:      - Depende da qual parte você quer saber, aquela que ele quase me matou de exaustão ou uma visita rápida e reconfortante  a uma senhora dócil de bilhões de anos.      Endrew me deu um sorriso:       - sabe que ela odeia ser chamada de senhora.      Swall, que para variar não gostou da interação dos dois, interrompeu;     - Esta tranquilo a parte do treino já que ele quis treina-la poderia ter pegado mais passado, afinal você ainda esta inteira. Eu estou curioso mesmo é com a historia da velha.    Endrew olha em reprovação, mas conta tudo, bom quase tudo, ele excluiu a nossa noite juntos, não sei se ele fez isso para ter algo só nosso, ou porque provavelmente seu amigo piraria com o acontecido, falando nesse, seus olhos arregalam a cada palavra sobre a ligação, na verdade sobre tudo, no final ele suspira e da risada.     Se sua reação me surpreendeu, não, ela me fez pensar que eu estava alucinado, parece que Endrew estava na mesma linha de raciocínio que a minha, pois o rosto dele revelava uma expressão de incredulidade.      - Swall, por que você esta rindo?      - Não é obvio, se vocês estão ligados qualquer coisa que role entre vocês não passa de magia, é falso e pré-programado pelo destino, então nos provavelmente não vamos ter  todos os problemas que eu imaginei, falando em boas noticias o clã não vai te punir por ajudar a garota, mas devíamos conversar sozinhos, eles tem uma condição, - Endrew me olha, eu resmungo que vou ficar ali, eles vão ate a beira de um rio conversar e encher nossos cantis.     E eu, bem eu fiquei sentada ali, nem percebi a lagrimas em meus olhos, ate essas escorrerem e pequenos soluços se formarem em minha garganta, Swall podia ter sido um b****a desde o primeiro momento que me viu, mas colocou em palavras exatas o que Endrew tentou me falar e eu o calei, algo que venho bloqueando em minha mente, será  que meus sentimentos eram reais ou apenas manipulação fria e calculista do destino?     E novamente eu fugi para o meu ponto de refugio  quando o assunto era o Endrew, meus pais, proteger eles, Lara morreu por isso e eu não tenho tempo para historias bobas e romancezinhos, aquela noite a partir de hoje nunca aconteceu.     Os garotos voltaram, e nos seguimos nosso caminho, eles iam na frente , contando historias, se atualizando Endrew sobre o clã e Swall  sobre a relação entre a ligação de poder a maldição, de vez em quando meu poder e o do Endrew se esbarava, se provocavam e era uma sensação embriagante, mas no geral eu me sentia excluída.     Depois de um certo tempo, chegamos a um lugar maravilhoso perante os meus olhos, um deserto completo, a areia a calor abundante me dava vida. Swall percebe o meu deslumbre e diz:     - Relaxa você vai poder se acostumar, afinal o deserto começa aqui e atravessa todo o meu reino.      Naquele momento pensei em algo que saiu da minha boca em automático:     - o povo da agua vive em um calor infernal, enquanto a minha família do fogo vivia em um lugar úmido.      Com a menção da minha família os olhos dos dois tornam-se escuros e Swall ri sem humor.       - A bela ironia da maldição, e parece que esse pequeno fato só não tem graça para nós.       Percebo que o clima vai esquentar novamente, então tiro os sapatos e saio correndo, a areia em meus pés, a ar seco, eu amava andar em florestas, mas aqui com essa paisagem era maravilhoso, talvez depois de salvar meus pais nos vessemos para cá seriamos tão felizes, esse lugar é maravilhoso e talvez Endrew possa.... não, sem pensar nisso Bia, dou um grito, sinto-me pela primeira vez poderosa, meu poder esta esta brincando comigo me atiçando e em perfeito controle, ele tinha razão no final, controle seu corpo e sua mente, o autocontrole de seu poder por consequência  será alcançado.      Ela não percebeu um Endrew totalmente alucinado em sua beleza e felicidade, ao contrario do que a maioria faria, ele não a olhava com propriedade e ambição, e sim com orgulho, amor e compreensão. Também não notou o rosto sombrio de Swall observando, temendo que ela fizesse com seu amigo, o mesmo que a mãe dela fez com o pai dele, com Endrew seria pior, pos ele não morreria por piedade e sim por traição, Swall não podia deixar isso acontecer, ele não iria.
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