Finalmente autocontrole?

1016 Words
    *Bia narrando*     ok, talvez eu esteja muito louca, mas, parece que a própria floresta resolveu me torturar, meu treinamento estava indo relativamente bem quando eu achei que seria capaz de finalmente me controlar descobri que teria que passar por um ultimo desafio, desafio não, teste.      Era o fim de uma tarde o sol havia acabado de se esconder e eu ainda treinando, Endrew estava gritando comigo algo como ´´não deixa o pé ali, um pouco para traz mantenha o corpo mais firme´´ ele já havia feito isso tantas vezes que acabei decorando sua broncas, igual a serie que você assiste mas já sabe de cor as falas de todos os atores, entretanto ele não ficava satisfeito, ou eu errava no posicionamento, ou no jeito de lutar, ou batia muito forte, ou muito fraco. Enfim estava se tornando uma  d***a, eu tinha a desconfiança que ele estava me torturando pois na nossa atual situação não podia me evitar, o que era uma d***a, havíamos estabelecido, mesmo sem palavras, uma distancia segura, ficávamos uns 3 metros longes do outro, mas a verdade é que evitávamos mesmo conversar, pelo menos eu fazia isso, já que nem conseguiria realizar tal feito, pois, eu me perdia nele e meu poder queimando meu estomago, ansiando por entrar em contato com o seu estava me deixando loca.       Naquela noite me sentei em um lado da fogueira, com os olhos meio fechado, me concentrando em salvar meus pais, era a única coisa que estava me ajudando a manter a minha sanidade, com o passar do tempo durmo. Acordo em um pulo, novamente sonhei com maus pais, de uns dias para cá eu vinha sonhando com isso, sempre o mesmo sonho, começa comigo em uma viela, vejo eles, corro ate onde estão e os salvo eles me abração, beijam, tudo  normal de acordo com os meus desejos ate agora, mas as coisas ficam estranhas, seus olhos estão vermelhos seus rostos deformados, eles estão cobertos de sangue e eu estou lhes dando beijos e abraços, quando de repente atravessarem o peito dos dois com espadas, dou um grito, quando eles caem e vou finalmente ver o rosto do assassino eu acordo suada, como se estivesse corrido uma maratona, começo a caminhar entre as arvores, uma lágrima escore de meus olhos preciso salva-los logo, preciso tirar a culpa de estar me divertindo com o meu pior inimigo, ou pelo menos é o que ele deveria ser, dos meus ombros.         Apanho uma pedra do chão e arremesso, tentando fazer que através dessa vá todo o meu rancor e raiva. Ouço uma voz atrás de mim:       -Posso saber qual foi o crime cometido pela pedra e qual sua culpa para ser arremessada com tanta brutalidade?       -Endrew, o que faz aqui?       -ouvi você sair e resolvi te seguir, se acalma eu não mordo.       Olhei para ele com os cantos dos olhos, eu duvidava disso, mas claro que não iria falar isso então resolvo bancar a sonsa.       -HAHAHA, que engraçado, estava me perguntando mesmo quando seu senso de humor iria aparecer.       Nesse momento lembrei de algo, que estava comigo a um bom tempo coloquei a mão no bolso e tirei de lá uma pulseira, com detalhes de gelo e entreguei a ele:     -Acho que isso é seu.     Ele olha para a pulseira, para mim, depois para a distancia entre nos e se aproxima, ao pega-la sinto nossos dedos relarem e me arrepio toda. Apenas uma pergunta permaneceu em minha mente naquele momento egoísta. O QUE DIABOS ESTAVA ACONTECENDO COMIGO??            *Endrew narrando*      O que aconteceu naquele dia na cachoeira com os nossos poderes parecendo estar se desejando o que era aquilo, nunca vi, nem ouvi falar sobre nada igual durante o resto do tempo ate agora eu a treinei pesado, a observei e revirei minha memoria atrás de uma resposta mas é claro que não encontrei nada, hoje resolvi segui-la quando ela saio no meio da noite o que me levou a minha atual posição: com a pulseira que coloquei nela quando ela desbloqueou seus poderes em minha mão, com a Bia esperando minha reação e u parecendo um jumento apenas parado, a culpa não era minha, era da minha mente pois havia milhões que coisas para ela se focar, mas essa estava pulando  e parecia cantar ´´ELA GUARDOU MINHA PULSEIRA, ELA A TINHA NO BOLSO, ACHEI QUE FOSSE JOGAR FORA, MAS NAO ELA SE IMPORTOU ELA GAURDOU´´ cala a boca, que dizer a mente, fica quito, só silencia, foi o que mandei minha mente fazer antes de responder ela para ter certeza que não falaria m***a, não deu certo, porque a primeira frase que saio da minha boca foi:        -você guardou.        -é claro que guardei, não era meu para jogar fora- ela se vira e vai saindo, mas para em uma altura e ainda de costa diz- obrigada por aquele dia, obrigada por tudo que tem feito por mim- e continua a caminhar.      O que esta acontecendo comigo? depois disso eu fico ali que nem bobo olhando para o lugar onde ela se foi com a pulseira na mão.        *Bia narrando*     Saio caminhando chego no meu lugar de dormir e solto o ar, percebendo apenas naquele momento que eu o estava segurando. Quando lhe entreguei a pulseira ele ficou com cara de paisagem, eu não sei o que esperava dele, ou qual reação eu queria mas aquilo me decepcionou, ele falou algo e eu agradeci por estar me ajudando e sai, aquilo estava me irritando, por que ele facilmente me deixava desconfortável, pense em algo bom Bia, veja por esse lado seu treinamento esta quase acabando. Um sorriso começa a se formar, ter controle, me livrar da tortura do treino, ficar longe dele, nesse momento meu sorriso se desfez, ficar longe dele?  e eu me vi traindo a mim mesma e a todos de novo pois apesar de minha mente querer me animar com isso, meu peito latejava desesperado para não perde-lo de vista por que, mesmo sem poder toca-lo, ele esta aqui. Afinal, qual seria a marca que ele deixaria em mim?  
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