capítulo 8

1000 Words
Natali Amaral Estava perto da árvore que costumava sempre vir pra refletir. -- estava te procurando!-- dou um sorriso. Nem preciso me virar para saber quem era. Sinto ele me abraçar por trás, jeito minha cabeça no seu ombro. -- como estão as coisas?-- pergunto. -- ficam sempre melhores quando estou do seu lado!-- fala me virando para ficar de frente para ele. Me perco naqueles olhos azuis lindos que tanto amo, passo a mão nos seus cabelos. Henrique segura minha nuca e me dar um beijo de tirar o fôlego. -- devia ter desconfiado disso!-- escuto. Paro de beija-lo, me viro e vejo o olhar de decepção de adam. Me viro para ele, cruzo meus braços e digo a ele que posso explicar. -- não quero explicações, com você eu me resolvo depois. Mais você, eu acabo com tua raça!-- ele fala vindo na direção de Henrique. Henrique leva um soco na cara, não deixando barato, ele acerta seu irmão também e assim oe dois caem no chão se batendo. Fiquei desesperada, mando eles pararem. -- opa, opa!-- o pai deles vem correndo e separa os dois. -- EU CONFIAVA EM VOCÊ!-- grita adam. -- EU NÃO TENHO CULPA SE ME ENCANTEI!-- grita Henrique. -- CHEGA. VAI TODO MUNDO SE ACALMA E ME EXPLICA POR QUE RAIOS ESTÃO BRIGANDO!-- grita o senhor teodoro. Adam estava com um olho roxo e seu naris sangrava, Henrique estava com um corte na sobrancelha e na boca. -- ele estava beijando a natali!-- fala adam sem desvia o olhar de Henrique. Senhor teodoro se vira para ter as informações de Henrique também. -- o que? É normal um namorado beija sua namorada, correto?-- perguntou Henrique tocando na sua sobrancelha. Adam se afasta e vai na direção de casa. Henrique me olha, como se perguntasse quem eu iria escolher. Solto um suspiro, sou louca de paixão por Henrique, mais adam é meu melhor amigo e ele e explicações. Corro na direção que adam foi, ando olhando para os lados e o vejo na cozinha abrindo os primeiros socorros. -- eu te ajudo com isso!-- falo me aproximando. Ele nao olha na minha cara, mas também n**a quando pego o kit na mão. Peço para ele se virar e o mesmo faz sem dizer uma palavra se quer. -- eu não planejei isso com seu irmão. Conversamos, nós atraimos, desculpa não ter falado, mas queríamos ver onde tudo isso iria chegar antes de falar algo!-- falo colocando um cotonete com álcool para parar o sangramento do nariz. -- por que ele?-- perguntou sussurrando. -- não foi eu quem escolhe!-- falo. Ele da um suspiro, pega o cotonete da minha mão e termina de se cuidar sozinho. -- adam!-- chamo. -- eu te amo!-- fala ele. -- eu também te amo!-- falo. Ele se virar, segura meus ombros. -- eu te amo do jeito que ele te ama!-- fala adam. Fico sem palavras. Adam aproxima seu rosto do meu, me afasto na mesma hora. -- sinto muito adam!-- falo. Ele acena com a cabeça e vai para seu quarto. Não quero perder meu melhor amigo, mais também não quero perder o amor da minha vida. . . . . Sinto a luz do sol bater nos meus olhos, remungo e viro meu rosto para o outro lado. Abro os olhos aos poucos, dou um pequeno sorriso ao ver Henrique dormindo tranquilamente do meu lado. Olho o relógio, sete horas. Hora de volta a minha vida normal, ou quase normal e ir trabalha. Pego a blusa de Henrique que estava no chão e visto. Ando para o banheiro, lavo meu rosto, escovo meus dentes, prendo meu cabelo em um coque. Ando para a cozinha, para prepara o café. Faço umas panquecas de queijo e presunto. -- achei minha camisa!-- escuto e sinto braços me abraçando. Deito minha cabeça no seu peito. -- algum problema eu usar?-- pergunto. -- nenhum. Vai trabalhar?-- perguntou ele se sentando na cadeira de frente com o balcão. -- preciso. Ainda estamos atrás de adam, mais estou lembrando do meu carinho por ele e não quero ve-lo atrás das grades. E nem você!-- falo entregando as panquecas para ele. -- já sabe o que vai fazer? Estou aqui pra te apoia!-- fala ele. Solto um suspiro. Termino meu café, deixo Henrique em casa e vou para a delegacia. Uma coisa ainda não saiu da minha cabeça, então irei descobrir. O que Felipe tem a ver com a história toda? Entro na delegacia, vejo felipe indo na minha direção. -- você sumiu por dois dias, o que houve?-- perguntou ele. -- acabei indo pro médico passando m*l, já estou melhor!-- falo sorrindo. -- que bom. Eu preciso ir pegar uns documentos, esqueci de trancar meu escritório, pode tranca pra mim?-- perguntou me entendendo a chave. Concordo e pego as chaves. Vou até seu escritório, olho em volta para ver se alguém olhava em minha direção e entro. Começo a procurar por todos os lugares, algum tipo de prova para saber o que ele tem a ver com essa história toda. Ando para o outro lado, mais paro na mesma hora quando sinto algo no chão. Piso de novo, estava m*l encaixado. Me abaixo, toco onde toque, tiro e vejo um buraco onde tinha vários papeis. Pego, me sento no chão e começo a ler. Alguns folhas eram de bobagens que eu não entendia, até ver uma que me chamou atenção. -- troca de crimes. Senhor felipe scott, com a autoridade da máfia, coloca seus crimes em Henrique Teodoro e recruta a força adam teodoro para a máfia!-- leio. Meu coração estava disparado. Felipe scott, Felipe scott, felipe scott... o dia do meu casamento. Lembro de estar na igreja com Henrique, ele chegando e atirando em todos, o penhasco. Todas as minhas memórias começam a vir a tona. -- eu me lembrei!-- falo. Escuto a porta se abrir. -- era exatamente isso que eu queria!-- escuto. Olho para cima e vejo felipe sorrindo pra mim.
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