Natali Amaral
Estava perto da árvore que costumava sempre vir pra refletir.
-- estava te procurando!-- dou um sorriso.
Nem preciso me virar para saber quem era. Sinto ele me abraçar por trás, jeito minha cabeça no seu ombro.
-- como estão as coisas?-- pergunto.
-- ficam sempre melhores quando estou do seu lado!-- fala me virando para ficar de frente para ele.
Me perco naqueles olhos azuis lindos que tanto amo, passo a mão nos seus cabelos.
Henrique segura minha nuca e me dar um beijo de tirar o fôlego.
-- devia ter desconfiado disso!-- escuto.
Paro de beija-lo, me viro e vejo o olhar de decepção de adam. Me viro para ele, cruzo meus braços e digo a ele que posso explicar.
-- não quero explicações, com você eu me resolvo depois. Mais você, eu acabo com tua raça!-- ele fala vindo na direção de Henrique.
Henrique leva um soco na cara, não deixando barato, ele acerta seu irmão também e assim oe dois caem no chão se batendo.
Fiquei desesperada, mando eles pararem.
-- opa, opa!-- o pai deles vem correndo e separa os dois.
-- EU CONFIAVA EM VOCÊ!-- grita adam.
-- EU NÃO TENHO CULPA SE ME ENCANTEI!-- grita Henrique.
-- CHEGA. VAI TODO MUNDO SE ACALMA E ME EXPLICA POR QUE RAIOS ESTÃO BRIGANDO!-- grita o senhor teodoro.
Adam estava com um olho roxo e seu naris sangrava, Henrique estava com um corte na sobrancelha e na boca.
-- ele estava beijando a natali!-- fala adam sem desvia o olhar de Henrique.
Senhor teodoro se vira para ter as informações de Henrique também.
-- o que? É normal um namorado beija sua namorada, correto?-- perguntou Henrique tocando na sua sobrancelha.
Adam se afasta e vai na direção de casa. Henrique me olha, como se perguntasse quem eu iria escolher. Solto um suspiro, sou louca de paixão por Henrique, mais adam é meu melhor amigo e ele e explicações.
Corro na direção que adam foi, ando olhando para os lados e o vejo na cozinha abrindo os primeiros socorros.
-- eu te ajudo com isso!-- falo me aproximando.
Ele nao olha na minha cara, mas também n**a quando pego o kit na mão. Peço para ele se virar e o mesmo faz sem dizer uma palavra se quer.
-- eu não planejei isso com seu irmão. Conversamos, nós atraimos, desculpa não ter falado, mas queríamos ver onde tudo isso iria chegar antes de falar algo!-- falo colocando um cotonete com álcool para parar o sangramento do nariz.
-- por que ele?-- perguntou sussurrando.
-- não foi eu quem escolhe!-- falo.
Ele da um suspiro, pega o cotonete da minha mão e termina de se cuidar sozinho.
-- adam!-- chamo.
-- eu te amo!-- fala ele.
-- eu também te amo!-- falo.
Ele se virar, segura meus ombros.
-- eu te amo do jeito que ele te ama!-- fala adam.
Fico sem palavras. Adam aproxima seu rosto do meu, me afasto na mesma hora.
-- sinto muito adam!-- falo.
Ele acena com a cabeça e vai para seu quarto. Não quero perder meu melhor amigo, mais também não quero perder o amor da minha vida.
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Sinto a luz do sol bater nos meus olhos, remungo e viro meu rosto para o outro lado. Abro os olhos aos poucos, dou um pequeno sorriso ao ver Henrique dormindo tranquilamente do meu lado.
Olho o relógio, sete horas. Hora de volta a minha vida normal, ou quase normal e ir trabalha.
Pego a blusa de Henrique que estava no chão e visto. Ando para o banheiro, lavo meu rosto, escovo meus dentes, prendo meu cabelo em um coque. Ando para a cozinha, para prepara o café.
Faço umas panquecas de queijo e presunto.
-- achei minha camisa!-- escuto e sinto braços me abraçando.
Deito minha cabeça no seu peito.
-- algum problema eu usar?-- pergunto.
-- nenhum. Vai trabalhar?-- perguntou ele se sentando na cadeira de frente com o balcão.
-- preciso. Ainda estamos atrás de adam, mais estou lembrando do meu carinho por ele e não quero ve-lo atrás das grades. E nem você!-- falo entregando as panquecas para ele.
-- já sabe o que vai fazer? Estou aqui pra te apoia!-- fala ele.
Solto um suspiro. Termino meu café, deixo Henrique em casa e vou para a delegacia.
Uma coisa ainda não saiu da minha cabeça, então irei descobrir. O que Felipe tem a ver com a história toda?
Entro na delegacia, vejo felipe indo na minha direção.
-- você sumiu por dois dias, o que houve?-- perguntou ele.
-- acabei indo pro médico passando m*l, já estou melhor!-- falo sorrindo.
-- que bom. Eu preciso ir pegar uns documentos, esqueci de trancar meu escritório, pode tranca pra mim?-- perguntou me entendendo a chave.
Concordo e pego as chaves. Vou até seu escritório, olho em volta para ver se alguém olhava em minha direção e entro.
Começo a procurar por todos os lugares, algum tipo de prova para saber o que ele tem a ver com essa história toda.
Ando para o outro lado, mais paro na mesma hora quando sinto algo no chão. Piso de novo, estava m*l encaixado.
Me abaixo, toco onde toque, tiro e vejo um buraco onde tinha vários papeis.
Pego, me sento no chão e começo a ler. Alguns folhas eram de bobagens que eu não entendia, até ver uma que me chamou atenção.
-- troca de crimes. Senhor felipe scott, com a autoridade da máfia, coloca seus crimes em Henrique Teodoro e recruta a força adam teodoro para a máfia!-- leio.
Meu coração estava disparado. Felipe scott, Felipe scott, felipe scott... o dia do meu casamento.
Lembro de estar na igreja com Henrique, ele chegando e atirando em todos, o penhasco.
Todas as minhas memórias começam a vir a tona.
-- eu me lembrei!-- falo.
Escuto a porta se abrir.
-- era exatamente isso que eu queria!-- escuto.
Olho para cima e vejo felipe sorrindo pra mim.