Natali Amaral
-- NATALI!-- escuto aquela voz masculina gritando.
-- SOCORRO!-- grito.
Encosto minha cabeça na parede. Estava fraca, Já a dois dias sem comer direito e água era uma coisa que não vi deis que aquele maluco me prendeu aqui.
-- minha flor, continue gritando!-- ele pede.
Queria mais estava cansada.
-- hora da diversão!-- escuto.
Ele me pega pelos meus cabelos, começo a gritar, me debatendo.
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Acordo gritando e me debatendo, sinto uma mão me tocar.
-- calma, ei calma. Foi só um sonho r**m!-- escuto.
Quando me viro, vejo Henrique. Ele estava com um olho roxo, a testa sangrando, parecia cansado.
-- como encontrou na minha casa? O que aconteceu com seu rosto? Se meteu em briga?-- pergunto ligando o abajur.
Olho o relógio, era mais de duas da manhã.
-- foi liberado as onze, estou com essa tornozeleira ridícula. Uns policias me pegaram no meio da noite e bem... fizeram o que fizeram!-- fala ele sério.
Me levanto da cama, vou para meu banheiro, pego minha caixa de primeiros socorros. Volto para o quarto, vejo henrique com uma expressão de dor, tocando nas suas costas.
-- eles te machucaram nas costas também?-- pergunto me sentando na beira da cama.
Ele tinha colocado uma cadeira do lado da cama, onde eu deduzo que estava sentado enquanto eu dormia.
-- não!-- fala ele.
Ergo a sobrancelha, pego o splay anti bacteriano, algodão, curativos.
-- deixa eu cuida disso!-- falo.
Ele se inclina, fazendo seu rosto fica próximo ao meu. Umideço o algodão com o remédio, passo no machucado na testa.
Ele fecha os olhos, enruga a testa sentindo dor.
-- desculpa, mas preciso limpa!-- falo.
-- pensei que policiais gostassem de fazer o bem, não bater em quem não mexeu com eles!-- fala ele.
-- sabe quem foi?-- pergunto.
-- é uma treta antiga, mais parece que está com medo de se repetir!-- fala ele.
-- você fala umas coisas que eu não entendo!-- falo colocando o curativo na sua testa.
Ele apenas da um leve sorriso e fica em silêncio.
-- não me falo como conseguiu entrar na minha casa!-- falo passando um creme no olho roxo dele.
-- você deixou a porta da frente destrancada!-- fala ele.
-- não deixei não!-- falo.
-- então amanhã vai vir um cara aqui arruma sua porta!-- fala ele.
-- você arrombo minha porta?-- pergunto.
Ele da um sorriso de lado. Dou um soco no seu ombro, ele gruni como se tivesse duido demais.
-- eles machucaram suas costas não foi? Me deixa ver!-- falo levantando da cama.
-- tá tudo bem, eu juro!-- fala ele.
-- Henrique, me deixa ver suas costas!-- falo séria.
Ele olha, da um suspiro se rendendo. Se levanta, ficando bem mais alto que eu, seu olhar carregava tanta dor, me sinto até m*l por ter mandando nele.
Henrique vira de costas, tira por completo a blusa que estava usando.
-- meu Deus!-- sussurro.
Suas costas era completamente cheia de cicatrizes, não avia um espaço sem. Perto do seu ombro, avia começa em marca de X.
Sinto meus olhos enchendo de lágrimas, ele deve ter sentindo tanta dor. Devagar, passo a ponta dos meus dedos por uma que fazia um caminho no meio de suas costas.
-- faz muito tempo, mais ainda sou. Principalmente hoje que levei chutes daqueles idiotas!-- fala colocando a blusa de volta.
Ele se vira, ficando bem a frente de mim.
-- não chore por minha causa. Não mereço suas lágrimas!-- fala passando o polegar na minha bochecha, onde uma lágrima escapou.
-- como isso aconteceu?-- pergunto sussurrando.
-- não é nada!-- fala ele.
Olho nos seus olhos, aqueles olhos profundos e azuis que me intrigam tanto. Sua mão ainda estava na minha bochecha.
Ele se aproxima de mim, coloca sua outra mão na minha bochecha.
Ergo meu rosto, seus lábios estavam chegando perto dos meus, mais ele muda sua rota e beija delicadamente minha testa.
-- que saudade!-- ele sussurra.
Sem eu poder pergunta mais nada, ele sai do quarto, escuto a porta da sala abrir e se fechar.
Mordo meus lábios, Henrique me intriga tanto.
Me sento na cama, passo a mão nos cabelos, solto um suspiro.
Me jeito na cama, desligo o abajur, fecho meus olhos. Estou quase pegando no sono.
-- estou mais perto do que pode imagina, minha flor!-- escuto.
Abro os olhos na mesma hora, olho para a janela, já estava claro, vejo no relógio oito horas.
-- d***a, estou atrasada!-- falo me levantando.