Capítulo 72

1692 Words

Já se passaram duas semanas desde o acidente, mas Bruno ainda não teve permissão de sair do hospital. Estão preocupados com as consequências da pancada na cabeça. A dor de cabeça nunca mais foi embora. Bruno diz que é como um zumbido sempre presente, ela não é tão fortes como aquelas crises onde ele m*l consegue respirar. Mas a dor está sempre ali.  Ele tenta disfarçar, não quer que a gente perceba que está sofrendo, mas é visível a forma como se encolhe com qualquer som um pouco mais alto e que movimentos rápidos causam imediatamente uma careta de dor. Ah! Ele está constantemente de mau humor. Às vezes me dá uma resposta meio atravessada, mas no minuto seguinte ele fica tão arrependido como se pudesse chorar. Eu não me importo, não deve ser fácil conviver com a dor 24 horas por dia.

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