Ricardo — Você escreve um diário? — perguntei. Achei aquilo tão, sei lá, surpreendente. Não esperava isso dela. — Desde dos doze anos. — Mostrou a língua. — Onde ele está agora? — A vontade de morder aquela língua cor de rosa estava grande. — O antigo sumiu antes das férias do meio do ano. — ela disse triste. — Acabei de falar com seu pai... Jesus, como é difícil falar isso. — A mãe de Nat falou. — Ele está na casa de Lucas e... — Ela hesitou. — Lucas está desaparecido. — Não, não, não. — Nat estava entrando em pânico. — Lucas não iria fazer isso comigo. Não é ele. Eu sei que tudo aponta para ele, mas não é. — Calma, querida, ainda não sabemos de nada… —Disse a mãe dela, dona Jo foi até a filha. — Nat, quem quer que esteja com seu diário sabe bastante sobre você. — Eu não queria de

