Eu era uma zero a esquerda me acostumando com a vida de praticamente uma mãe solteira, acho que finalmente consigo entender os perengues que minha mãe passava. Não posso deixa-lo nem um minuto sozinho que ele já se machuca ou quebra alguma coisa, eu sei que ele não consegue me ouvir e nem falar sobre o que sente mais eu sou apenas uma jovem/adolecente não sei como lidar com isso, ou pelo menos não sozinha.
Quando eu encontrei o Austin ele estava desmaiado na rua e ninguém parou para ajuda-lo, procurei leva-lo em hospitais mas ninguém queria nos atender, demorou cerca de dois a três dias para termos uma resposta concreta e apesar de meu namorado Gabriel estar comigo neste momento foi uma escolha minha, e eu estava sozinha quando decidi ajuda-lo, e como consequência eu tive suportar todo o resultado dessa escolha também sozinha, por causa disso eu briguei f**o com minha mãe e pouco tempo depois ela sofreu um acidente de ônibus na volta do trabalho e por fim no dia daquele concurso de canto o qual participei...Ela morreu, o que também foi culpa minha, nem os anjos e muito menos eu poderiamos fazer algo para evitar, ela havia cumprido sua missão aqui na Terra e desde aquele dia a minha vida deu outro grande salto em direção a mudança, meus amigos foram embora e eu praticamente fiquei sozinha no mundo o único ser que me prende aqui agora é o Austin o novo m****o da minha família.
Mesmo assim as vezes eu me pego pensando se teria sido diferente se eu não tivesse o ajudado naquele dia; Isso é um pensamento h******l e egoísta eu sei disso, não tem jeito de voltar atrás e eu não posso culpa-lo por acontecimentos de minha vida, o Austin merece todo o amor carinho e atenção a qual ele não teve, e assim como minha mãe fez comigo eu quero ser capaz de educa-lo e dar a ele uma boa vida sem preocupações porque eu o amo, mesmo que técnicamente estejamos falando 2 a 3 anos de diferença entre nós, isso não quer dizer nada pois ele ai da vai ser uma criança e para ele eu ainda serei uma adulta. Sou um ser himano normal, e já repeti isso um monte de vezes...Tem dias que a culpa me esmaga e que não sinto vontade de voltar a abrir os olhos, tenho inveja daqueles que tem uma família completa com um pai, mãe e irmãos amorosos e presentes, querida poder ter passado um Natal na casa de meus avós e conhecer meus primos, mas eu nunca pude ter isso ou quer dizer eu nunca mais tive isso desde a morte do meu pai, depois disso minha mãe e eu fomos nos afastando cada vez mais do resto da familia até ficarmos perdidas no meio dessa selva de pedra sem que ninguém nos ajuda-se, e não quero que o Austin volte a se sentir da mesma maneira.
Hoje é dia 5 de janeiro, cada dia escrevo um pouco no celular com a esperança de um dia ter palavras os suficientes para formar um livro. Como é meu ano decidi sair de casa um pouco dar aquela boa volta, esticar as canelas e talvez comer uma fatia de bolo na padaria com Austin, ele não faz ideia de que dia seja, será que eu devo arrumar um jeito de contar? Não acho que está muito cedo para isso.
Coloquei um vestido rodado vermelho e puz em meu coque um pente de cabelo o mesmo que já me ajudou tantas vezes na vida, em seguida passo um batom e faço a Make, queria me sentir diferente naquele dia. Desço até a sala aonde Austin me esperava todo orgulho de si pois o mesmo havia conseguido se arrumar sozinho, passo a mão na sua cabeça e depois beijo sua testa, ele deve pensar que o passeio é uma recompensa por causa de seu avanço então vamos deixar por isso mesmo.
-Austin:-Hum!
Gostaria de entender esses barulhos que o Austin faz de vez enquando, deve ser alguma forma de comunicação ou coisa do tipo.
Quando saímos ttanquei a porta e coloquei a chave entre meus s***s, lugar de fácil acesso e onde eu tinha certeza de que ninguém iria mecher, e depois de estar preoarada pego a mão de Austin e saimos caminhando calmamente pelas ruas da cidade. Não importa por onde eu andasse dava de cara com uma enorme quantidades de garrafas quebradas, resultado da virado do ano de 2021 para 2022, esse ano não fui ao centro apenas assisti ao fogos da porta de casa sentada ao lado de meu pequeno, com um aperto no coração enquanto lembrava de tudo que havia passado no ano anterior e de como gostaria que Gabriel estivesse ali comigo naquele momento.
Eu nunca fui muito de ir a festas ou estar presente em rodinhas de amigos então até que não fez tanta diferença para mim, e hoje no meu aniversário eu penso o mesmo, só de estar com o Austin eu já fico feliz. Apesar de ter chamado Lake e seu irmão eles no fim não puderam vir, estavam ocupados com alguma coisa da qual eu não podia saber, outro motivo para dominar logo meus poderes sobrenaturais, detesto ficar de fora desse tipo de coisa.
Depois de uma hora de caminhadas e paradinhas no parque chegamos finalmente na padaria, setei-me em uma mesa no centro, era uma das maiores e melhores padarias da cidade, e como era meu aniversário o bolo era de cortesia, minha vontade mesmo era pedir só o bolo mas a vergonha não deixava, peguei então dois lanches um para mim e outro para o Austin além de uma tubaina de limão na taça para deixar mais chique; Eu parecia um bicho do mato tentando cortar o hamburguer com a faca pois após melecar o prato enteiro com o recheio do lanche resolvi comer com a mão mesmo, estilo a moda antiga assim como Austin fazia desde o começo. Minha maquiagem ficou toda borrada e um pouco até na mesa, passei uma vergonha, minha cara parecia que ia derreter de tanto mico que eu passava, teve uma garota que não parava de rir da nossa cara e é nessas horas que eu me arrependo de ter pego uma mesa no centro, perto dessas pessoas nariz em pé da cidade.
Mas as coisas só pioraram mesmo quando o bolo chegou, eu achei que tinha que ir buscar e na hora que levantei acabei trombando com a garota que anteriormente ria de mim, e com o empuram que dei nela ela acabou caindo em cima do garçom e se sujando onteira de bolo de chocolate com recheio de brigadeiro.
-Ei sua tonta! Você não viu que eu estava aqui!?
-Miriam:-Foi m*l, eu realmente não queria ter feito isso, é só que não estou acostumada com esse tipo de lugar.
(Desse jeito pareço até um bicho do mato, quem nunca foi a uma padaria no centro da cidade?).
- Isso querida está estampado na sua cara, aposto que sua mãe não te deu nenhum pingo de educação sua baleia!
Disse enauanto se levantava, empinando mais do que nunca aquele nariz seboso dela.
-Miriam:- Não fala assim da minha mãe, além disso quem você pensa que você é para ficar humilhando as pessoas assim? Sua piriguete decotada de chapinha no cabelo!
A briga estava ficando f**a e no fim fui expulsa da padaria, junto com Austin e a rapariga de r**o ardendo.
-Isso foi tudo sua culpa seu brutamontes, saiba que não vai ficar assim pois se um dia eu te ver de novo eu vou pedir para o meu pai acabar com tua raça!
-Miriam:-Ainda por cima você é filhinha de papai, deve ser por isso que tem esse comportamento tão ruim..
Eu e a garota ficamos um bom tempo batendo boca até cada uma ir para um lado, e sinceramente eu nunca mais quero topar com esse tipo de gente, não sei nem porque eu escolhi ir nessa padaria, só por um bolo grátis? Há vai se fuder esse povo da aristocracia, quando eu for famosa vão morrer de me convidar para esse tipo de lugar.
Fui embora toda extressada aquele havia sido o meu pior aniversário e tudo na frente fo Austin ainda, que belo exem0lo que eu dei.
(Espero que essa briga não influencie no início da minha carreira e trabalho como cantora, e nem que esaa garota seja alguma coisa do meu empresario ou alguém aqui na cidade ou importante pois se for eu estou ferrada).
Dei um grande e demorado suspiro.
Estava sentada em um banco do parque enquanto Austin brincava no balanço, no fundo no fundo mesmo eu estava bastante chateada com a situação, e me perguntava se eu merecia mesmo passar por aquilo, mas no fundo eu estava feliz pois Austin parecia realmente ter se divertido e gostado da comida o que era o mais importante.
(Queria conseguir ser tão inocente e pura quanto ele, a ignorancia nesse caso realmente é uma benção).
Dei um sorriso na direção de Austin que saiu correndo para me abraçar, dei um beijo em sua bochecha e o abracei de volta, não a mesmo nada que me deixe mais feliz que o abraço de meu pequeno.