Finn -Pare de puxar. Ou você vai esticar o terno todo. -Minha mãe disse, dando um leve tapa em minha mão descontrolada. Tive que me arrumar no meu antigo quarto, justamente por que nunca ia saber como ajustar o terno e precisava da ajuda dela para isso. De novo em frente ao espelho me senti um desconhecido. Havia penteado os cabelos para trás, da forma como minha mãe havia me dito para fazer depois que me obrigou a corta-los também. Não estavam curtos, ainda chegavam no final da nuca, mas eu levava a mão a testa como um ato inconsciente pensando nos cachos que antes ficavam ali. Parei de puxar o blazer para baixo e minha mãe arrumou a gravata no colarinho. -Você está nervoso? -Ela perguntou quando terminou, se afastando para me olhar mais amplamente. Encarei os caros pares de sapatos

