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Finn Minha mãe me olhava como se eu fosse um bonequinho de pano e ela, minha dona. Já era o quinto terno que ela me fazia experimentar  e cada um parecia me sufocar mais do que o outro. Afrouxei a gravata que ela insistiu em apertar em volta do meu pescoço e bufei. -Mãe, não está dando certo. Eu não poderia ir sem isso? -Perguntei me virando e apontando para a gravata borboleta. Ela franziu o cenho e negou com a cabeça. -De jeito nenhum, querido. A gravata complementa o terno, se for sem ela vai ficar despojado demais. Eu já estava arrependido de ter pedido sua ajuda e  encarei mais uma vez minha visão pelo espelho da loja. Parecia com alguém que eu não conhecia. Meus cabelos bagunçados e os óculos eram as únicas coisas que ainda me lembravam que aquele era eu de verdade. A pressão po

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