Depois do Entregar Olyver acordou antes do amanhecer, como se o corpo tivesse entendido que aquela noite exigia mais dele do que descanso. Ficou alguns minutos imóvel, respirando com cuidado para não acordá-la, sentindo o peso suave de Alice adormecida em seus braços. Ela dormia profundamente, o rosto sereno, a respiração tranquila, como alguém que finalmente se permitiu confiar. E ele sabia: aquela noite tinha exigido muito dela. Não apenas o corpo — que ele tratara com o máximo de cuidado —, mas a alma. Alice tinha se entregado inteira, não no sentido do gesto, mas da confiança. Tinha escolhido estar ali. Tinha escolhido ficar. Tinha escolhido permitir. Olyver sentiu o peito apertar de emoção. Foi a melhor coisa da vida dele. Não havia comparação possível com nada do que vivera ant

