Linhas de Sangue Otto Blayck raramente perdia o controle. Durante décadas, aprendera a dominar mercados, pessoas e situações com a mesma frieza com que se escolhe uma peça em um tabuleiro de xadrez. Mas naquela manhã, ao receber a confirmação de que mais dois contratos estratégicos haviam sido rescindidos — silenciosamente, cirurgicamente —, algo dentro dele se partiu. O copo de cristal não teve chance. Estilhaçou-se contra a parede do escritório, espalhando uísque e cacos como se fossem a extensão visível da raiva que fervia em suas veias. — Desgraçado… — rosnou. Não precisava de confirmação formal. Otto sabia. Aquilo tinha o dedo de Olyver. A precisão, o tempo, a escolha exata dos contratos que mais lhe davam influência fora do grupo Blayck… era assinatura do filho. Não era um ata

