O teatro em Munique aplaudiu de pé. A última nota do violino ecoou no ar, seguida por um silêncio profundo ... um silêncio que dizia mais do que mil vozes. Era o fim. Clara Vianna se despedia dos palcos. Na coxia, Elisa retirou o figurino com calma. Cada dobra, cada lantejoula, cada partitura da memória… tudo foi guardado com carinho. Com respeito. Você vai fazer falta no palco, comentou uma das produtoras. O mundo ainda queria ver você dançar. Elisa sorriu, mas não respondeu. Ela sabia. A arte a salvou. Mas agora, estava pronta para voltar a ser quem realmente era. Não uma estrela. Não uma sombra. Elisa Santos. Médica. Mulher. Inteira. ------ Duas semanas depois, o avião pousava discretamente no Aeroporto do Galeão. Nenhum fã. Nenhuma imprensa. Nenhuma Cecília esper

