NORA A manhã seguinte a visita noturna de Zé foi calma, como se eu nunca tivesse tido seus dedos dentro de mim e alcançado o prazer através deles. Sentamos juntos na mesa do café, conversamos e tratamo-nos com normalidade, para os outros éramos um par de padrasto e enteada perfeito, nada suspeito. Eu estranhei e até fiquei um pouco ofendida com o tratamento indiferente que me dera, por dentro, a cada vez que ele levava a xícara de café a boca eu desejava que o líquido derramasse e o queimasse, nada muito sério, apenas o suficiente para lhe causar dor. Quando terminei de comer, seu olhar encontrou o meu e levou um segundo para que todos os pensamentos ruins fossem substituídos por lembranças molhadas e desejos reprimidos. Eu até soltei um gemido que o fez apertar o maxilar e depois o xing

