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Eu estava destruída. Cansada num nível que nem sei descrever. Ser mãe é uma coisa maravilhosa, claro... mas, meu Deus, como cansa! Principalmente quando seu filho parece ter engolido umas três pilhas alcalinas. Miguel não parou um segundo o dia todo. E eu? Só queria chegar em casa, tomar um banho e dormir até o mundo acabar... ou até o cu fazer bico, como eu mesma costumo brincar. — Eu realmente tô morta... — resmunguei, olhando pro Miguel que estava dormindo feito um anjo no sofá. Kaique me olhou com aquele sorrisinho de quem entende tudo e se aproximou com gentileza. — Posso imaginar... — ele disse, estendendo os braços fortes. — Vou levar ele pro quarto pra você. Me ajuda aí. — Valeu... — suspirei aliviada, ajudando ele a pegar o menino no colo. — Eu tenho que parar de ficar car

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