Eu mordi a língua nos meus pensamentos. Monstro, monstro. Nenhum monstro era tão civilizado, gentil e respeitoso quanto Alexander e o filho dele. Chamar Andre assim parecia desprezível. Eles nunca tinham me tratado como uma “mera humana”, nem como se eu fosse fraca ou inútil, e isso com apenas algumas horas de conversa entre nós. Eu suspirei e, com os punhos cerrados, me despedi: — Tudo bem, vou para o meu quarto. Fiquem à vontade — Parece que vai nevar de novo em breve, então vamos ter que colocar mais lenha na lareira, e... — Eu cuido disso, se você permitir. — Ah, claro, tudo bem — Aceitei a oferta de Alexander com cautela e sorri um pouco. — Mais uma coisa... Posso usar o seu telefone? Preciso fazer algumas ligações de longa distância. Eu me tranquei no quarto e na verdade só des

