Por que eu me importava tanto? Por causa das crianças, claro. Andre desceu as escadas; Alexander foi ao encontro dele. — Pai... minha irmãzinha se sujou. — Tudo bem, me dá ela aqui e vai se vestir. Obrigado por trazer ela, campeão. — Bom dia, senhora Johanna — O menino me cumprimentou, cansado. Eu não consegui evitar sorrir para ele e me levantei do sofá também. Deixei a caneca e a torrada na mesinha. — Bom dia, querido. Dormiu bem? — Respondi, de humor melhor. Andre assentiu e esfregou um olho com o punho, ainda meio sonolento. Me deu um bocejo enorme que me deixou ver a pontinha do que no futuro seriam presas afiadas, iguais às do pai dele. Virei o olhar para Alexander e o vi na cozinha, procurando o cobertor colorido, as fraldas e outros acessórios para trocar a filha. Ele sabia

