A fúria dele encheu meus olhos de lágrimas. Isso era ainda pior, mais doloroso. Cobri a boca com a mão e tentei ser forte, não deixar que o luto dele me infectasse. Sasha se mexeu nos meus braços, mas eu beijei sua cabeça e sussurrei algumas palavras para que ela voltasse a dormir. — Foi ele. Foi a pantera — Disse eu então, com a voz fraca. Alexander virou-se para me olhar. Seus olhos estavam brilhantes, e não era só de raiva. Ele respirava com dificuldade, dentes cerrados, presas à mostra. — O quê? — Exigiu ele, porque tinha me ouvido. Os outros me olharam tensos. Eu inspirei rápido. Me assustava um pouco falar com Alexander naquele estado, e hesitei. A qualquer momento ele poderia estar em cima de mim exigindo respostas, então no final decidi que era melhor contar tudo de uma vez:

