Capítulo 119

1287 Words

Eu estremeci. Drenagem do pulmão — aquilo era sério. Significava que sangue havia entrado nas vias aéreas dele. Só então eu percebi que ele falava devagar, deliberadamente. Claro — ele não conseguia respirar bem. Eu imaginei que ele não pronunciava o inglês com clareza não só por causa do sotaque russo dele, mas por causa do ferimento na boca e na bochecha, além do problema no pulmão. Por um momento eu pensei em me despedir para que ele parasse de fazer esforços tolos para falar, mas eu fui egoísta e não quis. Quem sabia quando nós nos comunicaríamos novamente? — É por isso que eu não entendo você muito bem, eu suponho. Está doendo muito? — Eu disse, depois de engolir. — Agora? Bastante. Mas ainda suportável. Ontem eu consegui ver as crianças. Ouvir falar das crianças me deu uma onda

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