Ele deve ter sentido meu desconforto, porque fez exatamente o que eu queria que ele fizesse. Ele soltou: — Eu tenho pensado muito na Anya — Ele disse de repente, eu acho que quando o silêncio entre nós se tornou doentio — Desde que ela voltou para a Rússia e os procedimentos da investigação policial terminaram, desde que me permitiram dar a ela o enterro cristão que ela merecia, é a única coisa em que consigo pensar. Então era isso. Eu deveria ter imaginado. Uma facada de dor apertou meu peito. — É natural — Eu disse a ele, e me apoiei ao lado dele, sob o abrigo do calor dele e de sua presença imponente — Sinto muito. — Não, eu sinto muito. Eu não deveria… — Está tudo bem, Alexander. Você pode me contar — Eu tentei tranquilizá-lo e a única coisa que me ocorreu foi colocar minha mão no

