— Me lembre que na primavera eu devo mandar tirar esse cascalho de merda e colocar cimento. Ele riu; não valia a pena segurar. A risada dele soava áspera e profunda, exatamente como a voz grossa e rouca dele. Uma voz que não era boa para cantar, mas que eu gostava de ouvir sempre que podia. Eu fiquei bem vermelha, porque ele estava rindo da minha desgraça. — Eu vou te lembrar. Você consegue se levantar? — Alexander perguntou, quando conseguiu falar. — Eu não quebrei nada no traseiro por pura sorte, muito obrigada. Eu vou sobreviver. Ele riu novamente. Meu rubor aumentou até o infinito. Ele segurou meu braço melhor e me puxou. — Vamos, eu te ajudo — Ele disse, entre risadas. — Alexander, não tem graça! Agora eu poderia…! Eu me virei para ele fingindo estar furiosa. E fiquei sem palav

