Bem, o rato ainda não estava em seu juízo perfeito, então… — Então você não bebe vinho — Eu disse, referindo-me ao jantar. — Eu não gosto do sabor. Quando se tem uma língua muito sensível como a minha, naturalmente se tende a ficar longe de coisas picantes, ácidas, amargas… álcool… — Ele apontou o óbvio. Eu senti um calor com a menção a uma língua “muito sensível”. Acho que ele disse isso de propósito. — Que pena. Bem, acho que vou me servir um pouco mais depois. — Você precisa ficar bêbada para me beijar? Eu não consegui segurar o riso com o tom falsamente inocente dele. — Não, eu preciso juntar um pouco de coragem para terminar o que comecei no outro dia — Eu retruquei. — Me faça esperar mais cinco minutos e você não vai ser a que tem que terminar nada, eu faço todo o trabalho —

