Eu poderia jurar que aquela careta em que ele mostrou todos os dentes era um sorriso — ou pretendia ser um. E agora que penso nisso, era um sorriso agradável. O lobisomem voltou uns quinze minutos depois, com uma folha de papel entre os dedos. Nesse meio-tempo, me livrei da outra sacola de lixo e pensei que deveria queimar toda aquela pelagem, como uma forma eficiente de fazê-la desaparecer, só por precaução. De repente, eu não queria que ninguém me pegasse com aquilo na lixeira. Alexander estendeu o papel para mim, mas quando viu que eu não me aproximava para pegá-lo, colocou-o sobre a mesa — nosso intermediário inerte por excelência. Ele ergueu o focinho com dignidade e gesticulou na direção do que havia trazido, como se fosse algum tipo de tesouro. — Estamos quites agora. Espero — Di

