Loren Casterra As palavras de Erni ficaram ruminando em meus pensamentos enquanto adentrávamos a montanha diante de nós. Se não fosse pelos guardas na entrada, pelas tochas de fogo espalhadas pelos corredores e o barulho de elfos conversando e rindo, eu diria que aquele era um lugar abandonado. Tanto o chão quanto as paredes eram recobertos por tufos de musgos, o local era úmido, frio e tinha o cheiro ainda mais concentrado de ervas velhas e mofo. O corredor cavernoso nos engolia em lentas deglutidas, nos empurrando para sua barriga oca e desajeitada. - já esteve aqui muitas vezes? – perguntei tentando não demonstrar o pavor que se agigantava dentro de mim. Não deixava de ser assustador pensar que estava entrando em uma caverna que mais parecia uma prisão repleta de elfos de

