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1063 Words
Luiza Narrando Eu não sabia para onde correr, até porque não tinha para onde correr. Rd: Dá o papo aí pô — me olhou com uma raiva cima a baixo — quem é vocês? Eu não conseguia falar nada, eu simplesmente travei da minha boca não saia nada. Isa: A minha mãe veio me buscar, e quem é você? — a filha da put@ ainda debocha. Rd: Sua mãe? — me olhou com o maxilar travado — sabe que é proibido escândalo no meu morro, eu sou o dono do morro. Isa: E tem oque haver isso? — cruzou os braços — minha mãe não pode vim me buscar? Rd: Tu é abusada em cara — falou cruzando os braços também. Ele tava falando um monte de coisa, mas eu não conseguia falar nada eu tava tremendo cara. Luiza: D-desulpa — gaguejei — Eu só vim buscar a minha filha, que veio para aqui sem minha autorização. Eu sair esticando a Isabella, eles dois era tão parecido de perto que chega me assustava. Isa: Que cara mas implicante — falou fazendo bico. Eduarda: Ele parece com você — falou e minha filha negou. Isa: Deus é mas — fez cara de nojo. ***** Chegamos em casa e a Isabella foi tomar o banho dela né, daí quando ela saiu do banheiro ela já veio com o celular na mão. Luiza: Você tá de castigo, até eu falar que você não tá mas — falei e ela abaixou a cabeça. Isa: Porque esse medo todo — falou me olhando — lá não tem nada mãe — negou com a cabeça. Luiza: Um dia você vai me entender, vai para seu quarto — falei e ela saiu. Yara: Porque você não falar a verdade para ela comadre? — me olhou. Luiza: Eu não vou — respire fundo — ele falou que não queria saber dela lembra? Falou que não era filha dele. Yara: Mas nada justifica você esconder isso dela — falou levantando. Isa: Esconder de quem? — apareceu na sala. Luiza: De ninguém — falei rápido e Yara me olhou negando — não dormi, você vai para escola. Isa: Aí mãe to cansada, não quero ir — olhei para cara dela. Luiza: Eu mandei ir para baile? — olhei para cara dela — não me estressar mas não garota, vai tomar seu banho logo. Yara foi para casa e eu fui levar Isabella para escola, e fui para o curso que eu tava fazendo de enfermagem porque eu tinha parado. Talita: Vai voltar mesmo amiga? — me olhou — no postinho precisar tanto de enfermeira. Luiza: Sabe que não vou mas para lá — falei negando. Talita: Amiga o caso lá tá sério mesmo, são muitas crianças ainda mas em tempo de invasão — falou me olhando — pensar com carinho. Eu passei o cursinho todo pensando nisso, até porque eu já morei no vidigal e sei como as coisas funcionam quando tem invasão. A bonita da Isabella me ligou falando que tava com a garganta doendo e que não queria ir para o cursinho hoje, daí eu fui para casa depois que o meu acabou. Luiza: Ainda tá doendo muito? — botei a mão na testa dela que tava quente. Isa: Eu tô enjoada mãe, tô tonta também — falei e eu olhei para ela. Luiza: Você bebeu? — ela negou com a cabeça — ficou com alguém? Isa: Não mãe — falou me olhando. Levantei ela para tomar um banho frio, para a febre baixa. Luiza: Fica ai que eu vou pegar o remédio — ela concordou. Daí dei o remédio para ela e coloquei ela na cama, fiquei logo precupada porque a febre tava muito alta. 6:00 Isabella tava dormindo até agora, mas toda hora eu olhava para ver como a febre dela tava mas não baixava, fiz compressa para colocar na testa dela. Isa: Mãe eu quero vomitar. Luiza: Vamos para o hospital, não vou ficar em casa com você morrendo de febre — peguei a chave do carro — não abafar a febre não amor. ***** Eu vim o caminho todo tentando não deixar a Isabella dormir né, daí chegamos no hospital e ela vômito tudo na porta do hospital. O médico fez exame de sangu& na Isabella, e falou que ia o resultado não ia demorar para sair. Dr: ela vai tomar o soro na veia, e vamos esperar o resultado dos exames. Isa: Aí mãe, eu odeio soro — falou mexendo. Luiza: Não faça isso não — bati na mão dela. A médica não demorou para chegar, mas falou que queria falar comigo particular. Luiza: Tem alguma coisa séria com minha filha? — olhei para a médica. Dr: Calma mãe, a sua filha tá com leucemia mas tá no início ainda — falou e eu sentir a minha cabeça rodar. Luiza: Como assim? — olhei para a médica — como eu nunca percebi isso, não a minha filha não pode tá com essa doença maldita — eu comecei a chorar. Dr: Calma — falou e eu neguei com a cabeça — ainda tá no início ela pode fazer o transplante de medula, o pai dela pode doar. Luiza: Ela não tem pai — neguei com a cabeça — eu posso doar, ela é minha filha. Dr: Você tem que fazer o exame para ver se você pode fazer a doação de medula ou então ela vai ficar em esperar. O médico ficou conversando comigo, e eu tava com a cabeça doendo porque eu não reparei isso. Liguei para Yara desesperada e ela veio para o hospital, mas eu ainda não tinha falado oque tava acontecendo. Yara: Oque aconteceu? — me abraçou. Luiza: Eu sou uma péssima mãe — falei soluçando — a minha filha tá com leucemia e eu não reparei. Yara: Calma, respira fundo — falou me olhando — como assim a dinda tá com leucemia? Luiza: Eu também não sei comadre — falei negando com a cabeça — eu não sei como não percebi isso. Yara: E como vai ser o tratamento? — me olhou. Luiza: Eu vou fazer o exame para ver se eu posso doar a medula — falei voltando a chorar. Yara: Eu vou fazer também — eu concordei com a cabeça. Eu não sabia como falar para minha filha, eu simplesmente não conseguia falar com ela o que tava se passando
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