Maria Luiza
Fui até a churrascaria com o Miguel rindo e pulando a todo momento, pedi o nosso almoço e esperamos conversando e rindo.
Miguel: Você é a namorada do meu tio né? Já que você tem um bebê dele— Eu neguei um pouco sem graça — Por que não?
Luiza: Eu e o Falcão vamos ter um bebê, mas nós somos só amigos.
Ele insistiu um bom tempo nesse assunto, falava e falava que era pra o Falcão casar comigo se não o bebê ia ficar triste e coisas assim.
Miguel: Luiza eu quero ir pra casa — Paguei a conta e saimos de lá.
Luiza: Brinca só mais um pouquinho e daqui a pouco nós vamos, pode ser? — Ele concordou.
Me sentei em um banco e deixei o Miguel brincando com algumas crianças em um balanço na minha frente.
Peguei o celular e liguei para o Falcão, uma, dua, três vezes e nada.
Já tava escurecendo, eu estava sem dinheiro e quase sem bateria.
Liguei pra o tio Playboy e graças a Deus ele me atendeu.
Playboy: Qual foi Malu? — Estava com uma voz de sono linda, meu tio é lindo.
Luiza: Você pode vir me buscar? Eu mando a localização pra você agora e... — A p***a do celular descarregou.
Coloquei o celular no bolso e chamei o Miguel, caminhei com ele até uma parada de ônibus.
Anoiteceu e nenhum ônibus passou, o garoto reclamava toda hora do frio e me partia o coração não saber o que fazer.
Um carro preto parou na nossa frente eu reconheci na mesma hora o carro do filho da p**a, ele abriu a porta do carona e eu entrei colocando o Miguel no colo.
Luiza: Você deveria ter chegado mais tarde e esperado o seu filho congelar na minha barriga — Me calei quando ele levantou a blusa mostrando o curativo.
Falcão: O morro entrou em guerra, quando vi tua ligação tentei retornar mais caia na caixa postal.
Miguel: Tô com frio tio — Ele fez uma cara de bolado muito fofa.
Falcão: Tô ligado menor, vai pra o banco de trás — Ele levantou do meu colo e pulou lá pra trás — Desculpa mesmo loira, desmaiei só acordei seis horas e já vim direto pra cá.
Luiza: Tá louco? E se isso inflama? — Ele deu um beijo na minha testa e ligou o carro.
Já tinha virado mania.
Chegamos em casa, coloquei o Miguel pra tomar um banho e fui tomar o meu.
Tirei a espuma do rosto e me assustei com o Falcão na porta do box, eu nem sequer havia escutado ele abrir.
O canalha tava s*******a.
Falcão: Ficou linda grávida — Neguei.
Luiza: Sai Falcão — Ele negou e já entrou colando nossas bocas em um beijo rápido — Você tá machucado!
Desde a minha primeira vez eu nunca mais transei, quatro meses.
Maldit0s hormônios da gravidez!
Falcão: Esquece isso, uma rapidinha? — Concordei, eu precisava dele como se fosse um vício.
Senti sua mão apertando minha bund4 enquanto sua boca fazia mágica no meu pescoço, gemi em apreciação.
Falcão: Vira de costas e coloca as mãos na parede — Fiz o que ele mandou sentindo seu olhar sobre minha bund4 — Empina pra mim, vai amor.
"Amor", aquela palavra acendeu uma chama em mim que jamais seria apagada.
Senti seu p*u roçando na minha entrada, ele entrou em uma só estocada me fazendo gritar de prazer.
Sua mão foi de encontro com a minha boca abafando os meus gemidos, ele fez um r**o de cavalo no meu cabelo puxando para trás, o que me fez empinar mais ainda e dar acesso livre ao meu pescoço.
Depois de alguns minutos chegamos ao ápice do prazer juntos.
Tomamos banho juntos em silêncio, vez ou outra trocamos carícias e beijos.
Me vesti e fui procurar o Miguel, entrei em no quarto vendo ele dormindo desajeitado na cama. O cobri, liguei o ar e beijei sua testa.
O Enzo perdeu a salvação dele, por escolha.
Voltei pra o quarto me deparando com o Ian tentando fazer um curativo.
Luiza: Deixa que eu faço.
Limpei a ferida com ele reclamando a todo momento o que me fazia revirar os olhos, frescura.
Terminei, organizei as coisas e deitei ao lado dele.
Falcão: Valeu loira.
Luiza: É um menino — Ele riu concordando, tava todo bestinha.
Nem podia falar nada, até porque eu tava igual.
Falcão: Qual vai ser o nome dele?
Luiza: O que você acha de Uriel? — Ele selou nossos lábios.
Falcão: Vulgo Coringa — Isso só deu gatilho pras minhas neuroses.
Não queria meu filho nesse mundo, mas se ele quisesse seguir o caminho do pai eu não vou impedir mesmo que eu sinta v*****e de m***r os dois se isso acontecer.
Luiza: Você não vai contar mesmo pra o Enzo? — Ele fechou a cara.
Falcão: Ele não me chama de pai, mas considera e o teu irmão perdeu a chance de ser o que ele sempre quis a muito tempo.
Ele tinha razão, o imperador não era quem eu achava.
Falcão: Toma — Ele me entregou uma sacola — Vou deixar dois vapor aqui e a gente vai pra o baile, não vou demonstrar fraqueza pra os filhos da p**a!
Dentro haviam dois vestidos, um longo e outro curto.
Peguei o vestido curto branco e vesti, era coladinho e valorizou a minha barriguinha.
Não via a hora dele nascer, meu Uriel.
Calcei o salto prateado e peguei a bolsa da mesma cor.
Arrumei a corrente que tinha escrito no pingente "Boss" e coloquei o rolex no pulso.
Luiza: Vai deixar o Felp aqui? Ele é confiável — Disse sendo sincera, nesses três dias ele foi a pessoa mais próxima de mim.
Chato e irritante, mas meu amigo.
Falcão: Felp é meu mano, vai pra fazer nossa segurança e comemorar com a gente.
Luiza: Vamo, vamo.
Chegamos no baile, tava um clima gostosinho lá.
Fiquei só no refri enquanto os meninos bebiam e fumavam.
Subiram pra o camarote umas meninas, fiquei só observando.
Vi a Beatriz com o cabelo raspado, a garota tava toda desconfiada.
Percebi o motivo da desconfiança quando ela puxou a a**a da mão de um vapor e apontou pra mim, a filha da put4 não sabe onde tava se metendo.
As mãos dela tremiam, provavelmente nunca segurou uma a**a antes.
Fraca!
Me levantei e caminhei até ela rindo.
Luiza: Atira — Ela chorava negando — Você já acabou com a sua vida, agora você mata ou morre!
Beatriz: Eu não queria... Eu não quero — Ela olhou pro Falcão que observava tenso — Me desculpa.
Me virei e peguei a a**a do Falcão na sua cintura, mirei e atirei no ombro dela.
A música continuava e a comunidade dançava como se nada tivesse acontecido.
Ele deixou cair a a**a que tinha pegado e eu ri.
Fui criada pra não recuar diante de ameças, mas saber quando me calar e esperar.
Luiza: Da próxima lembra, você mata ou morre, entendeu? — Ela concordou e desceu do camarote com o braço lavado de sangue.
Sentei ao lado do Falcão e percebi que as outras meninas me encaravam espantadas.
Falcão: Não quero que tu fique colocando a vida do Uriel em risco — Concordei percebendo que ele tinha razão.
Luiza: Eu sei, eu sei
Falcão: Sabe atirar desde quando?
Luiza: Desde os quatorze anos, sempre gostei de fuzil e luta.
Eu lembro de quando o Enzo começou a me treinar, na escola as meninas viviam querendo me bater. Um dia eu cheguei em casa toda arranhada e ele me fez voltar lá com ele e alguns amigos nossos e bater nelas, nesse tempo nós éramos normais até certo ponto.
Era só Luiza e Enzo.
Felp: Eai casal — Sentou do meu lado e uma mina no colo dele — Essa aqui é Amanda.
— Fernanda!
Tava bêbado demais, gargalhei com a situação.
Falcão: Fumou?
Felp: Sabotaram meu copo nessa p***a! Me tacaram balinha — Esse cara bêbado é minha nova religião.
Um vapor me entregou o radinho, escutei a voz do Miguel chorosa do outro lado.
Miguel: Tia onde você tá?
Luiza: Eu e eu seu tio já estamos voltando — Péssima ideia ter vindo.
O Falcão pegou o rádio da minha mão e começou a falar com ele, homem ignorante da p***a!
Falcã: Vamo! — Levantou e sai andando. Segui ele em passos lentos.
Subi na moto e agarrei a cintura dele.
Quando cheguei fui logo ao quarto do Miguel, ele já tinha dormido novamente com o rosto vermelho pelo choro.
Tomei um banho demorado e entrei no quarto, o Falcão não tava lá graças a Deus.
Não queria ninguém descontando raiva em mim, principalmente sem motivo.
Liguei pra minha amiga marcando de fazer as unhas e o cabelo amanhã aqui no morro mesmo, tava precisando.
Faziam dias que eu não via a Nicoly, mas pareciam meses.
Mato e morro por ela que tá sempre nos rolês comigo.
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Revisado e reescrito!
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