O sol da manhã tinha o calor agradável de um princípio de verão, com esparsas nuvens brancas na imensidão do céu azul anunciando a promessa de um dia lindo, prognosticou Carolina quando entrava no tribunal, pegando o elevador que a levaria até o andar de sua sala. O fim de semana em Angra tinha sido relaxante. Uma pausa adorável depois de uma semana agitada, tanto profissional quanto socialmente. Agora, contudo, estava de volta ao trabalho, com afinco e com o costumeiro processo investigativo, que envolvia chamadas telefônicas, consultas e papelada em desordem que precisava ser organizada. A nova ajudante ainda estava cometendo erros, mas Carolina tolerava, pois ela trabalhava bem, tinha discernimento e astúcia. Mas já era a segunda vez que cometia o mesmo erro, o que levava Carolina a

