128- MARA

1177 Words

CAPÍTULO 128 MARA NARRANDO: Eu nunca tinha sido expulsa de lugar nenhum na minha vida. Nunca. Sempre fui eu quem saía por cima. Sempre fui eu quem tinha a última palavra, o último olhar atravessado, a última risada debochada. Mas naquela noite… naquela maldita noite, fui arrancada do baile como se fosse ninguém. Como se eu fosse lixo sendo jogado pra fora da festa. Os vapores me seguraram pelos braços sem nem olhar na minha cara direito. Um deles ainda teve a coragem de dizer que era ordem do Gringo. Aquilo doeu mais do que qualquer tapa teria doído. — Me solta! — eu gritei, puxando o braço. — Vocês sabem quem eu sou! Eles sabiam. Claro que sabiam. Mas também sabiam quem mandava ali. E não era eu. A música continuava estourando lá dentro, o grave batendo forte, como se estivesse

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