CAPÍTULO 145 YASMIN NARRANDO: Percebi o movimento antes mesmo de abrir os olhos. O colchão afundou de leve, um peso conhecido se ajeitando ao meu lado, e o som insistente de dedos deslizando pela tela do celular me puxou do sono. Abri os olhos devagar, ainda meio perdida entre o sonho e a realidade, e encontrei Magrão sentado na beira da cama, encostado na cabeceira, o tronco nu, o lençol baixo na cintura e a testa franzida enquanto lia alguma coisa no celular. O sol da manhã entrava pelas frestas da cortina, desenhando faixas douradas no quarto. Aquele clima preguiçoso de fim de ano, quando o tempo parece andar mais devagar, contrastava com a expressão elétrica dele. — Que horas são? — perguntei, a voz rouca de sono, me virando de lado. Ele olhou pra mim e abriu um sorriso torto, daq

