— Bom dia, Gringo… — ela falou, se apoiando no balcão, voz macia demais pra ser inocente. — Sumiu de mim, né? Eu dei um sorriso curto, sem me mover muito. — Não sumi, não. Só tô trampando demais. Ela riu, passou a língua no canto da boca, como quem tenta provocar. — E quando é que eu vou ficar com você de novo, hein? Eu coloquei a xícara na mesa, olhei no fundo dos olhos dela e falei do meu jeito, sem curva na frase: — Sobe na boca mais tarde. Mas já sabe como é: eu não prometo nada pra ninguém. Ela inclinou a cabeça, aquele sorriso de quem entende a regra do jogo. — Nunca pedi promessa, Gringo. Só presença. Eu dei outra mordida no pastel, mastigando devagar. — Então vê se aparece sem problema pro meu lado. Se vier com história de fidelidade, de amor, de cobrar sentimento, já pod

