Ele riu. Um riso baixo. Quente. Perto demais. E antes que eu pudesse xingar de novo, ele segurou minha nuca, firme e me puxou. O beijo veio forte. Sem aviso. Sem dúvida. Sem espaço pra eu pensar. Um beijo de tirar o fôlego, daqueles que fazem o joelho fraquejar, o estômago virar nó e o mundo desaparecer. Ele beijava como quem esperou tempo demais, como quem tava segurando aquilo desde o primeiro dia que eu mandei ele prestar atenção por onde andava. Minha mão foi parar no pescoço dele, puxando ele mais ainda. Eu sentia a barba raspando de leve na minha pele, o peito dele subindo rápido, a língua dele encontrando a minha num ritmo que me fez perder qualquer defesa. Eu me entreguei. Completamente. O corpo inteiro encostado no dele, como se fosse natural, como se fosse inevitável,

