Quando ele virou numa rua diferente, mais afastada, eu comecei a perceber que estávamos chegando… Quando ele parou em frente a um portão enorme, com aquelas luzes embutidas no chão iluminando o muro, eu perdi o ar. — Aqui? — perguntei, descendo da moto com a sensação de estar entrando em outro mundo. — Aqui — ele respondeu, tirando o capacete devagar, como se tivesse todo o tempo do mundo. E ainda por cima com aquele sorrisinho convencido de quem já me tem nas mãos. Eu fiquei parada por alguns segundos, segurando o capacete, admirando o lugar. Uma casa moderna, gigante, vidros, luz quente, tudo impecável. Nem parecia que o dono era o mesmo magrão folgado que me deixava louca de raiva. — Você mora mesmo aqui? — perguntei sem pensar, meio boba. Ele soltou uma risada baixa. — Por que vo

