Ela se aproximou mais, deitando ao meu lado, me puxando pro peito dela. E eu chorei de novo. Chorei sem força, sem volume, só um choro manso e doído que caía devagar, igual chuva fina. Depois de um tempo, ela falou: — Yasmin… você não precisa voltar pro Gustavo. Você não precisa voltar pra lugar nenhum. A gente resolve. A gente dá um jeito. Eu balancei a cabeça, ainda abraçada nela. — Eu não quero ser peso pra você. — E você não é. Nunca foi. Silêncio. Só meu coração esbarrando torto dentro de mim. Até que Rafaella suspirou e disse: — Mas se você realmente acha que não tem escolha… então espera. Espera pelo menos amanhã. Espera o Magrão esfriar a cabeça. Ele não bateu a porta na sua cara porque deixou de gostar de você. Ele fez isso porque o mundo dele tá pegando fogo e você foi

