Subi na moto e voltei pra casa com o coração acelerado. Quando cheguei, Rafaella tava na sala, já arrumada, o cabelo preso de qualquer jeito. — Onde você foi? — ela perguntou, cruzando os braços. Cheguei perto, segurei o rosto dela com cuidado. — Resolver uma mentira — respondi. — E pode ficar tranquila… Ela me olhou em silêncio, tentando entender. Beijei a testa dela. — Confia em mim. Rafaella cruzou os braços, me olhando de lado. — Eu confio… — ela respondeu devagar. — Mas eu preciso entender o que tá acontecendo, Gringo. Você some, volta com essa cara… Me conta. Suspirei fundo. Não era fácil falar daquilo, mas eu devia. Pra ela, principalmente pra ela. — Eu fui atrás da médica — comecei. — A ginecologista que tá cuidando da Mara. Os olhos dela se arregalaram na hora. — Como

