146- YAS-2

768 Words

Andei devagar, passando a mão pelos móveis, pelos detalhes, como se tudo pudesse desaparecer se eu piscasse. — Yasmin, isso aqui é seu também — ele disse, firme. Engoli em seco. — Vai com calma comigo — falei. — Eu ainda tô aprendendo a acreditar. Ele assentiu, respeitando meu tempo. Subimos para o quarto. Um quarto enorme, varanda com vista pro mar ao fundo. Quando vi o azul recortando o horizonte, senti meus olhos marejarem. — Eu nunca vi o mar assim… de casa — falei. Magrão parou atrás de mim, colocou as mãos na minha cintura, sem pressa. — Agora vai ver sempre que quiser. Encostei a cabeça no peito dele, respirando fundo. Naquele momento, tudo fez sentido. As dores, as perdas, os caminhos tortos. Não porque o passado deixou de doer, mas porque o presente finalmente parecia pr

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