151- GRINGO-2

802 Words

— Eu também, amor — confessei. — Eu também. Ficamos em silêncio. Um silêncio pesado, mas diferente daquele de antes. Agora tinha verdade nele. Dura, crua, impossível de ignorar. — Mas agora não dá pra mudar isso — continuei. — O que dá pra mudar é o jeito que a gente vai lidar com tudo. Ela respirou fundo, limpou o rosto. — Eu tenho medo — admitiu. — Medo de você se afastar… medo de comparar… medo de não ser suficiente. Segurei as mãos dela, apertando de leve. — Olha pra mim — pedi. Ela levantou o olhar. — Você é a mulher que eu escolhi. Não foi por acaso. Não foi obrigação. Foi escolha. E eu não vou repetir erro nenhum do passado. Ela assentiu devagar. — Eu só preciso de tempo — disse. — Pra digerir isso tudo. — Eu sei — respondi. — E eu vou te dar esse tempo. Mas não sozinho

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