CAPÍTULO 143 GRINGO NARRANDO: Acordei antes do sol dar as caras. Não foi o despertador, nem barulho da rua. Foi aquele aperto no peito que vinha me acompanhando desde que minha vida virou de cabeça pra baixo. Fiquei alguns segundos parado, olhando o teto, sentindo a respiração da Rafaella ao meu lado. Ela dormia de lado, encolhida, o cabelo espalhado pelo travesseiro, a mão fechada perto do rosto como se estivesse se protegendo até dormindo. Passei o polegar devagar pelo braço dela. Foi quando ela se mexeu e virou de barriga pra cima, fazendo uma careta. — Que foi? — perguntei baixo. Ela levou a mão à boca rápido e sentou na cama de supetão. — Acho que… — ela engoliu seco. — Tô enjoada. Meu coração deu um pulo que eu nem sabia explicar direito. Levantei na mesma hora, fui até a cozi

