CAPÍTULO 62 MAGRÃO NARRANDO: Acordei com a cabeça latejando como se tivesse um martelo batendo no meu crânio por dentro. A luz que entrava pela janela parecia uma faca enfiando nos meus olhos. Demorei uns segundos pra entender onde eu tava. Sala. Sofá. Whisky. Merdä. Pisquei devagar, tentando afastar aquela névoa pesada que envolvia meu corpo inteiro. Minha boca tava seca, amarga, como se eu tivesse mastigado poeira de obra. Meu estômago dava voltas, e eu senti um gosto r**m subir pela garganta. Passei a mão no rosto, respirei fundo, e a respiração veio com cheiro de álcool. Que bela merdä eu fiz. Me ergui do sofá com dificuldade. A coluna estalou, meus músculos reclamaram como se eu tivesse apanhado a noite toda. Senti o chão gelado debaixo dos pés e cambaleei um pouco. Segurei

