🕊️ CATARINA — O ENCONTRO DAS SERPENTES O beijo do Estêvão ainda queimava nos meus lábios, um misto de mel e ferro que me deixava tonta. Eu o vi se afastar, a aura de homem apaixonado evaporando para dar lugar ao predador que ia destroçar o Juninho. Eu queria protestar, queria dizer que não precisava de sangue, mas a mão da Bruna no meu braço me trouxe de volta para a realidade do morro. — Vem, Catarina! Deixa ele resolver os B.O. dele. Homem quando tá com o fuzil na mão e o chifre querendo apontar por causa de traição, a gente não se mete — Bruna disse, me puxando. — Vem no banheiro comigo, preciso dar um trato nesse reboco e tu precisa respirar. Eu a segui, sentindo os olhares curiosos de quem estava no camarote. Entramos no banheiro VIP, um espaço que, apesar de luxuoso, vibrava com o

