🕊️ CATARINA — ENTRE O CHEIRO DO CAFÉ E A BATIDA NA PORTA A porta bateu… e ele foi embora. A casa ficou enorme. Vazia. Quente demais onde ele esteve. Fria demais onde eu fiquei. Eu ainda segurava a caneca quando percebi: Ele não tomou. Nem um gole. O café que eu preparei, tremendo, tentando ser útil, tentando mostrar que eu podia… conviver ali… Ele nem tocou. Olhei pra mesa. A toalha torta. O pão partido pela metade. A caneca dele, vazia, limpa, intacta. Parecia pequena demais perto do tamanho do vazio que isso me deu. Um nó apertou minha garganta. Eu não chorei. Não podia. Não devia. Mas doeu. Doeu de um jeito estranho um jeito que não era só medo, não era só nervoso, não era só confusão. Era… rejeição. E quando percebi isso, senti vergonha de mim mesma. “Por que isso me

