📻 JUNINHO — O FANTASMA QUE ANDA ONDE NÃO DEVERIA Eu fiquei parado no beco depois que a Marla sumiu na curva, a peruca platinada brilhando igual farol de ambulância indo direto pro desastre. Meu coração tava batendo rápido demais. Não de medo. De cálculo. A mulher ia virar o morro de cabeça pra baixo. E eu ia usar isso a meu favor. Eu respirei fundo, puxei o fuzil pra mais perto do corpo e saí do beco como quem volta pro tabuleiro depois de mover uma peça proibida. Só que assim que botei o pé na viela principal… PÁ. Tatu brotou na minha frente. Do nada. Parecendo um guarda-costas de filme r**m, mas com o dobro da força e metade do cérebro. Ele arregalou os olhos quando me viu. — Juninho? O tom era de quem pega criança fugindo da aula. — Que p***a cê tá fazendo aqui, mermão?

